
Anatomia da cor
A cor exata de pontuação deste card Tom de marcas.
- HEX
#0ABAB5
- RGB
- 10, 186, 181
- HSB
- 178°, 95%, 73%
- HSL
- 178°, 90%, 38%
Tons próximos para comparar
#09A8BA#09BA9D#20BAB5#00BAB4#089692Por que esta cor importa
O azul Tiffany é uma das poucas cores que uma marca pode legalmente possuir — e esta carta esconde uma segunda armadilha por trás dessa fama. O tom que você tem de acertar, #0ABAB5, é um verde-azulado vívido, não o pastel empoado que a maioria das pessoas imagina. A cor de verdade é uma que você literalmente não consegue comprar: um Pantone sob medida, misturado só para a Tiffany.
Uma cor batizada com o ano de fundação
O tom remonta a 1845, quando o fundador Charles Lewis Tiffany escolheu um azul cor de ovo de tordo para a capa de seu Blue Book, o catálogo anual de joias da casa — décadas antes de as marcas pensarem em cores-assinatura. O azul estava na moda: os vitorianos valorizavam a turquesa e costumavam dá-la de presente a convidados de casamento como lembrança. A Tiffany registrou o tom como marca em 1998; em 2001, a Pantone o transformou em uma cor privada e fora de catálogo chamada 1837 Blue, em homenagem ao ano de fundação da empresa. Ela não aparece em nenhuma cartela de cores que você possa comprar.
A Tiffany tem em estoque uma coisa que você não consegue comprar dela por mais dinheiro que possa oferecer; ela só a dá de presente. E essa coisa é uma de suas caixas.
The New York Sun, 1906
A caixa que você não pode comprar vazia
Aquela reportagem de 1906 descreve uma regra que ainda vigora: a caixa azul nunca é vendida sozinha — ela só vem envolvendo algo que você comprou. A cor fez o branding antes de o branding existir, de modo que uma caixa vazia no mesmo tom entregaria de graça justamente aquilo que a cor promete. É a embalagem como marca registrada: um tom que faz as vezes da casa inteira.
O verde-azulado exato
O alvo da pontuação é #0ABAB5 — HSB(178°, 95%, 73%): um fio para o lado verde do ciano puro, altamente saturado, em 95%, e apenas de brilho médio. É aí que está toda a armadilha. O azul Tiffany da memória é suave e leitoso, mas este é limpo e intenso — muito mais saturado do que um pastel. Mantenha o matiz no ciano (nem verde-menta, nem azul-céu) e, acima de tudo, resista a desbotá-lo.
Por que nos lembramos dele mais suave do que é
A embalagem e a iluminação da Tiffany fazem a caixa parecer um azul suave e esbranquiçado, então a memória a arquiva como um pastel — e a verdadeira tinta registrada da marca, o 1837 Blue, de fato parece mais clara do que #0ABAB5. É por isso que o alvo vívido da pontuação pode parecer “forte demais” à primeira vista. Confie na saturação: na tela, a leitura icônica é o verde-azulado mais limpo e mais profundo, não o empoado.
O azul Tiffany vs. os verde-azulados que ele não é
#0ABAB5caixa Tiffany (o alvo vívido)#81D8D0ovo de tordo empoado — pálido demais#3EB489menta / jade — verde demais#00CED1turquesa — azul demais, brilhante demaisFicha rápida
- Alvo
#0ABAB5· HSB 178°/95%/73% — verde-azulado vívido, um fio para o lado verde do ciano - Nomeum Pantone exclusivo, o 1837 Blue (o ano de fundação) — não vendido em nenhuma cartela de cores
- Origemescolhido em 1845 para a capa do catálogo Blue Book; registrado como marca em 1998
- Não éum pastel azul-empoado e suave — o tom real é altamente saturado
- Transmiteluxo · exclusividade · o presente
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